27.8.05

26-8-2005

Encontrei a Fátima uma pessoa atrente que trabalha e estuda. Estuda Relações Internacionais. E as nossas relações ficaram por aqui. É posível que a venha a ver ou não. Hoje se tivesse máquina fotográfica podia ter feito fotos daquelas (im)perdíveis... das que só em momentos muito próprios. Uma mulher jovem passou por mim com um bonito seio á vista e eu é claro que gostei de ver. Na escada para o metro, uma amiga chamou-lhe à atenção.Uma criança passou carregada com mais brinquedos. Já é habitual passar cada dia com um brinquedo novo e eu disse-lhe: "já deves ter um museu...". Resposta pronta do pai, um conhecido meu: museu não, mastem o quarto cheio. Fico feliz mesmo assim, apesar de lamentar os exageros de consumo; esta criança pelo menos tem um quarto!
Um angolano encontrou-me, falou da sua alegria por ter chegado de Angola, esteve em Luanda, de onde é natural, deu-me o número 0, de julho de 2005 do jornal "Mwangolé". Este jornal é uma edição gratuita da embaixada de angola (ver www.embaixadadeangola.org). Este número fala nas próximas eleições angolanas como necessárias para consolidar o processo de paz, dos problemas inerentes á organização e realização des acto eleitoral. Tráz um a entrevista sobre este processo com Virgílio de Fontes pereira, ministro angolano da Administração do Território. Um outro artigo dá conta das relizações em termos de integraçao das pessoas angolanas em Lisboa. Onde existe a triste e célebre Quinta do Mocho existe agora a urbanização Terraços da Ponte. Esta apresenta uma área luminosa, ladeada de relva, árvores e com vista para o Tejo. É uma das faces visíveis de uma nova reinserção social de africanos em Portugal.
Mas nem tudo é tão bom e luminoso e o jornal dá-nos conta dos problemas passados pelo cidadão angolano Osvaldo Manuel Lopes Ambrósio, de 20 anos de idade expulso pelo Serviço de Imigração e Fronteiras. Osvaldo foi expulso de Lisboa onde vivia há oito anos, a 2 de Junho, alegadamente por se encontrar em situação ilegal. No jornal narram-se vários casos de integração e dificuldades encontradas.
Na secção Economia dá-se conta do crescimento da indústria petrolífera angolana. Angola numa altura em que o preço do barril do petróleo atinge o seu valor máximo no mercado internacional - 60 dólares -, prepara-se para duplicar a produção de crude, alcançando os dois milhões de barris por dia.